AGORA VOX MARANHÃO

CLIMATEMPO RESOLVE

domingo, 2 de maio de 2010

amigos, transcrevo o e-mail que recebí e disponibilizo agora


Coluna de domingo, 18 de abril

Chega! O presidente do Senado, José Sarney, está na política há mais de 50 anos. Comanda o Maranhão com mão de ferro a todo esse tempo, e o Maranhão se transformou num dos Estados menos desenvolvidos do Brasil. Foi presidente da República e levou a inflação a inacreditáveis 80% ao mês. Por algum motivo, escolheu o Amapá para eleger-se senador, e não há notícia de qualquer ato seu em benefício do Estado que representa. Seu filho Fernando, que comanda o vistoso império empresarial da família e é investigado pela Polícia Federal, na Operação Faktor (antiga Boi Barrica), enfrenta nova acusação de rapina de recursos públicos: desta vez, a fraude encontrada pelo Tribunal de Contas da União o envolve com empreiteiras na burla à licitação da Ferrovia Norte-Sul, obra de mais de R$ 1 bilhão. Norte-Sul? Sim, foi aquela que, durante a Presidência de Sarney, teve o resultado da concorrência antecipado pelo jornalista Janio de Freitas, que publicou em anúncios de jornal aquilo que ainda iria acontecer. Basta!

O presidente do Senado promete agora realizar um sonho da opinião pública: o de sair do país. Fora! Dia 20 de maio embarca para Nova York, cidade que muito aprecia e que visita sempre que precisa, alegando que faz questão de acompanhar a entrega do prêmio de Homem do Ano ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Mas não adianta comemorar: Sarney vai a Nova York, participa da festa, mata as saudades e volta para cá.

E é tudo por conta do Tesouro. Com o seu, o meu, o nosso dinheiro.

A guerra das pesquisas

Os institutos nacionais de pesquisas, pela primeira vez, estão abrindo fogo em público uns contra os outros, e a guerra ainda vai esquentar. A assessoria política dada formalmente por um instituto a um partido será o estopim das acusações.

Como é que é?

De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a Índia, a África do Sul e o Brasil, que formam o Grupo Ibas, defendem o Acordo de 1967 entre Israel e os árabes. Textual: "Após reunião com o ministro de Negócios Estrangeiros da Autoridade Nacional Palestina, Riad Al-Malki, o grupo divulgou um comunicado conjunto em que defende a criação de um Estado Palestino e a redução da fronteira israelense para os limites estabelecidos no acordo de 1967."

Curioso: não houve qualquer acordo entre israelenses e árabes em 1967. O único acordo que ocorreu em 1967 foi o celebrado pelos países árabes em Cartum, no Sudão, e que ficou conhecido como os "Três Nãos": não à paz, não à negociação, não ao reconhecimento de Israel. Talvez Amorim tenha se referido às fronteiras israelenses de 1967 - mas, mesmo assim, deixa dúvidas: as fronteiras de antes de 6 de junho de 1967, antes da Guerra dos Seis Dias, ou desta data em diante, após a guerra? Devem ser, imagina-se, as fronteiras de antes da guerra. Será que o Egito aceita Gaza de volta? E a Cisjordânia, retorna à Jordânia?

O chefe e os chefiados

Escândalo - um justo escândalo: o zagueiro Danilo, do Palmeiras, cuspiu no rosto de Manoel, do Atlético Paranaense, e o chamou de "macaco", provavelmente em referência à cor de sua pele. Racismo explícito: as ofensas foram gravadas em imagem e som e, lembremos, racismo é crime inafiançável.

Que se puna duramente o infrator. Mas que é que aconteceu com o presidente de seu clube, que deu o grito de guerra "vamos matar os bambis", também gravados em som e imagem, referindo-se à suposta orientação sexual dos próximos adversários do time? Não terá Danilo apenas seguido o exemplo do chefe?

A lei e a dúvida

É quase uma unanimidade: a lei da Ficha Limpa, que veda a candidatura de quem tenha sido condenado em segunda instância, mesmo que o processo ainda não tenha transitado em julgado, é uma iniciativa positiva, que ajudará no combate à corrupção. Mas há algumas dúvidas - uma delas levantada por um fiel leitor desta coluna, Egon Mueller. Como é que fica o "desacato à autoridade", que é crime contra a administração pública? O desacato é esquisito, lembra Mueller: se você é parado numa rua ou rodovia e tenta discutir a multa, é preso por desacato. Os policiais trabalham em dupla e um testemunha em favor do outro. De duas, uma: ou você aceita um acordo com a Promotoria e presta serviços à comunidade ou é condenado e fica com a ficha suja - como se fosse um corrupto.

Pergunta Mueller: por que manter a figura do desacato à autoridade?

Lima, Lima ou Lima

Cássio Cunha Lima, PSDB, ex-governador da Paraíba (que perdeu o mandato por abuso de poder econômico) e candidato ao Senado, tem os valores familiares na mais alta conta. Como governador, nomeou o tio Fernando Rodrigues Catão para o Tribunal de Contas do Estado; agora, manobra para colocar o primo Arthur Cunha Lima em outra vaga do TCE. Se conseguir, a família ocupará 30% das vagas do Tribunal de Contas. Seu pai Ronaldo, ex-governador, seria deputado federal se não tivesse renunciado em 2007, para evitar o julgamento pela tentativa de homicídio contra o governador Tarcísio Burity. Cunha Lima deu três tiros em Burity, de perto, e conseguiu realizar a façanha de apenas feri-lo.

Um comentário:

  1. Sarney. Esse câncer está londe de ser estirpado. Faz tudo em baixo dos bigodes, ou melhor, das barbas do poder.

    ResponderExcluir

Faça seu comentário com moderação.

extremo da picardia

extremo da picardia
petralhismo

SARNEY E +

SARNEY E +
PILANTRAS DE PLANTÃO

ROSA E DILMÁ

ROSA E DILMÁ
AGORA O POVO VAI SOFRER

DILMA E OBAMA

DILMA E OBAMA
ESTA CACHAÇA É A MESMA QUE O LULA TOMAVA

SARNEY E OBAMA

SARNEY E OBAMA

pausa para pensar

"As proverbiais montanhas que a fé remove nada são comparadas ao que faz a vontade"