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terça-feira, 22 de março de 2011

O Lulismo e a tradição marxista - você lembra da CPI dos correios?

Lula, o chefe

O Palácio do Planalto bem que tentou abafar, mas desde o início o presidente

Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, esteve no centro da crise política. O escândalo

eclodiu em 14 de maio de 2005, com a divulgação de uma gravação clandestina pela

revista Veja. Maurício Marinho, funcionário dos Correios, pôs no bolso do paletó R$ 3

mil. Propina. De cara, a evidente vinculação do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) ao

esquema de corrupção. Os Correios eram área de influência do partido, uma das

agremiações integrantes da base aliada do governo federal, capitaneada pelo PT (Partido

dos Trabalhadores), a legenda de Lula.

Enquanto os telejornais escancaravam a fita com as imagens de Maurício

Marinho enfiando o dinheiro no bolso, Lula apressava-se em defender o deputado

Roberto Jefferson (RJ), o presidente nacional do PTB. Palavras de Lula, alto e bom

som:

– Precisamos ter solidariedade com os parceiros, não se pode condenar ninguém

por antecipação.

Lula se pronunciou durante almoço com aliados. O presidente insistiu:

– Parceria é parceria. Tem de ter solidariedade.

E arrematou, para não deixar dúvidas:

– Essa é a hora em que Roberto Jefferson vai saber quem é amigo dele e quem

não é.

Lula estava preocupado. Recorda-se que, alguns meses antes, dissera a seguinte

frase endereçada a Jefferson, em meio ao noticiário que especulava sobre um

pagamento de R$ 10 milhões do PT ao PTB, com vistas a “comprar” o apoio dos

trabalhistas às eleições municipais de 2004:

– Eu te daria um cheque em branco e dormiria tranqüilo.

A gravação de Maurício Marinho trouxe outras complicações. O funcionário dos

Correios mencionou uma empresa, a Novadata. Pertence a Mauro Dutra, o Maurinho,

amigo de Lula. A Novadata é uma fornecedora de computadores ao governo federal.

Em dois anos e meio de administração Lula, faturou R$ 273,5 milhões. Como se sabe,

Maurício Marinho desandou a conversar com os interlocutores que o subornavam, sem

saber que estava sendo gravado.

Aqui uma pausa, para registrar: Lula passou o réveillon de 2001 na mansão de

Mauro Dutra em Búzios, no badalado litoral do Rio. O mesmo Dutra que fez

contribuições ao PT, arrecadou dinheiro para o partido e emprestou avião a Lula. Na

fita, Marinho fala de “acertos” em licitações. Descreve manobra da Novadata para

superfaturar computadores. A empresa tentou fazer o preço de cada computador

vendido ao governo dar um salto injustificado, de R$ 3.700,00 para R$ 6.000,00.

Logo nos primeiros dias da crise, Lula trabalhou abertamente contra a idéia de se

criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a corrupção nos

Correios. Foi decisão de governo: a administração federal iria liberar dinheiro de

emendas ao orçamento, a todos os parlamentares que votassem contra a CPI. Faltou

combinar com os jornais.

Jefferson foi destaque no noticiário político. As incursões do presidente do PTB

nos subterrâneos de Brasília revelaram várias suspeitas de corrupção. Lula achou por

bem se afastar do aliado, mas continuou trabalhando contra a instalação da CPI.

Jefferson estava cada vez mais isolado. Os estrategistas do presidente não atentaram

para o erro fatal.


Em 6 de junho de 2005, Jefferson concedeu uma entrevista-bomba ao jornal

Folha de S.Paulo. O Brasil não era mais o mesmo. A manchete, na primeira página, para

não deixar dúvidas: “O PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson”.

Nascia o escândalo do mensalão.

Leal ao presidente que procurou protegê-lo, Jefferson tentou deixar Lula fora da

crise. Mas logo implicou o superministro José Dirceu (PT-SP). A entrevista reproduziu

a reação de Dirceu, assim que ouviu Jefferson falar sobre os repasses. A tarefa de fazer

a distribuição do dinheiro era de responsabilidade do tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

Palavras de Dirceu:

– Eu falei para não fazer.

(texto extraído do livro de Ivo Patarra - O chefe)



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extremo da picardia

extremo da picardia
petralhismo

SARNEY E +

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PILANTRAS DE PLANTÃO

ROSA E DILMÁ

ROSA E DILMÁ
AGORA O POVO VAI SOFRER

DILMA E OBAMA

DILMA E OBAMA
ESTA CACHAÇA É A MESMA QUE O LULA TOMAVA

SARNEY E OBAMA

SARNEY E OBAMA

pausa para pensar

"As proverbiais montanhas que a fé remove nada são comparadas ao que faz a vontade"